“Existem dois tipos de pessoas: as que te fazem perder tempo e as que te fazem perder a noção do tempo.”

“Como pode? É só te aconchegar de conchinha, contar até dez e pronto: você dormiu. E eu fico me sentindo o cara-todo-poderoso que está lá pra te proteger.”

Gabito Nunes.  (via sorriso-so-risos)

“— Mas por que Alasca?
— Na época eu só conhecia o Alasca do norte, Era grande, como eu queria ser…”

Quem é você, Alasca?  (via alentador)

“Talvez nossa história esteja impregnada nos átomos. E você sabe que os átomos constituem a matéria. E não somos mais do que isto, ou somos? Somos aquele tipo de seres humanos que possuem plena consciência de que são seres humanos e, consequentemente, acham que merecem ser mais do que uma espécie de liga de carbono e água? Não. Talvez a água falte tanto na nossa boca que precisamos um do outro. Algo nojento, diga-se de passagem. Depender exclusivamente da respiração do outro é coisa de gente parasita, que suga os erros do outro, e o seu sangue e a sua vida não são tão bons quanto você pensa. Talvez nossas fitas de DNA hibridizado tenham se juntado numa experiência laboratorial qualquer, quando fomos mais indefesos que dois ratinhos brancos, nascidos para salvar a pele de uma geração que implante capilar nas clínicas estéticas. Nossa morte foi fútil, mas digna. Tudo em nome da ciência, tudo em nome dos átomos impregnados na nossa carne, que não é mais e nem menos do que pedaços de pernil pendurados no açougue. A única diferença é que não servimos nem pra churrasco, e os bois ganham vantagem. O mundo inteiro é uma grande Índia, terra onde a vaca é sagrada. Aqui, na Terra, carne humana também é proibido de comer. Indígenas canibais comiam uns aos outros para adquirir virtudes. Louvado sejam os jesuítas, que fizeram os uga-uga perceber que o ser humano não tem absolutamente nada que valha a pena digerir. O antropofagismo moderno virou apocalipse zumbi. E nós temos consciência disso, porque somos diferentes da raça humana. Não somos? Deveríamos ser. Nossa história está impregnada nos átomos, porque átomos o tio ou a tia disseram que são como bolinhas aprisionadas numa caixa completamente opaca. Você balança, ouve o barulho, e imagina o que de tão grandioso tem lá dentro. Talvez seja a origem da vida, mas dane-se a origem da vida. Eu prefiro acreditar que não tenha nada lá dentro. Que a vida seja como uma concha do mar que colocamos no ouvido e temos a sensação de que o oceano está brincando lá dentro, quando na verdade é só o vento que está brincando com a gente. Um pó. Um nada. Nada de destino, nada de amor, nada de superação, nada de companheirismo, nada de saudade. Nossa história, nosso DNA mutante e nossa morte são deduções que estão escritas dentro do que a gente ainda não conhece.”

Cinzentos  (via morbidavel)

“Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu, pra chegar perto.”

Carlos Drummond de Andrade (via sorriso-so-risos)

“Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.”

Anônimo.  (via teleportear)

“Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja… Agora eu tô pronto pra outra.”

Tati Bernardi.  (via acrescentada)

“I am unable to describe exactly what is the matter with me. Now and then there are horrible fits of anxiety, apparently without cause.”

Vincent Van Gogh (via pieridaes)

“O relógio bate as horas, diz baixinho: Ele não vem.”

Tom Jobim     (via alentador)